Meu coração ‘vadio’
Saltita de braços amarrados.
E nem pede,
‘Me livra dessa doentia melodia!’
Mas eu grito,
‘Por favor,
Alguém me levanta,
Me sacode, me faz herança
Acende a luz pra toda essa dor se acabar!?’
Sou apenas mulher que se finge de fingida
Pra enganar o que quer da vida.
Sou pedaço do pôr-do-sol,
Vara que pesca sem anzol.
Eu digo! Grito escândalo porque Deus mentiu!
Me acreditou ser musa, mesmo sem ser corpanzil…
Me prometeu sorriso de almas e de olhos,
Ele disse que seria para sempre
Mas levou toda tácita poesia,
Todo prato de comida que me reerguia.
Ele me afogou num copo em tempestade sem água
Fez-me juras de amores mil.
Alardeou,
Pincelou uma devorada verdade do que sou.
Receiõ não aguentar, ficar cansada
Precisar parar no meio da rua,
Rasgar o mapa, tirar a roupa…
Na dor que te traz depressa,
Apenas tenho o que me resta.
Uma ácida lembrança que me corrói,
Com uma sordidez coreografada
Nessa dor que me mata sem pressa,
Sobrevivo no intangível que vem de ti.
Meu refúgio e tentação
Que te ama e te resiste,
Que é feliz e que é triste.
agora isso aqui virou reduto de mulheres de meia idade mal resolvidas sexualmente?
por isso que não freqüento mais essa budega!